
A Epic Games anunciou na última terça-feira, 24 de março, o corte de aproximadamente 1.000 postos de trabalho. Agora, os funcionários que permaneceram na empresa enfrentam um cenário de incerteza sobre o que essas saídas significam para o presente e o futuro de Fortnite.
“Não conseguimos compreender totalmente o impacto”
O produtor de gameplay Robby Williams foi um dos primeiros a falar publicamente sobre o clima interno após os cortes. Em publicação no X, ele descreveu o momento como brutal e reconheceu que as consequências das demissões ainda não podem ser mensuradas completamente.
Williams escreveu que as equipes precisarão se recompor e tentar seguir em frente, mas que no momento sequer conseguem entender que tipo de impacto isso terá no desenvolvimento do jogo pelo resto do ano e possivelmente além disso. Ao mesmo tempo, o produtor reforçou seu compromisso com o trabalho e pediu paciência aos jogadores durante esse período difícil.
Os nomes que saíram e o que representam
Entre os desligados estão profissionais que estiveram no centro do desenvolvimento de Fortnite por anos. O diretor de design Christopher Pope, o engenheiro principal Evan Kinney e o roteirista-chefe Nik Blahunka, diretamente responsáveis pela jogabilidade, pelos eventos ao vivo e pela narrativa do jogo, estão fora da empresa.
O diretor de arte de personagens Vitaliy Naymushin, que participou da criação de alguns dos primeiros visuais do battle royale, também foi desligado. Devin Connors, gerente de comunidade veterano da Psyonix, estúdio de Rocket League, completou a lista de nomes de peso que confirmaram a saída nas redes sociais nas horas seguintes ao anúncio.
Por que a Epic chegou a esse ponto
Em comunicado aos funcionários, o CEO Tim Sweeney justificou os cortes afirmando que a empresa vinha gastando significativamente mais do que arrecadava, em meio a uma queda no engajamento de Fortnite. O jogo ainda figura entre os mais populares do mundo, mas os números internos claramente preocuparam a liderança o suficiente para motivar uma ação drástica.
Os sinais de pressão financeira já vinham aparecendo antes das demissões. Recentemente, a Epic aumentou o preço dos V-Bucks, a moeda virtual de Fortnite, decisão que gerou protestos consideráveis entre os jogadores. Os cortes chegam ainda uma semana após o lançamento do Capítulo 7 Temporada 2, que trouxe novos recursos narrativos e de gameplay ao battle royale.
O que vem a seguir segundo Sweeney
Na mensagem à equipe, Sweeney reconheceu que a empresa teve dificuldades para entregar a magia consistente que o jogo exige a cada temporada, mas adiantou grandes planos de lançamento para o final do ano, ainda sem detalhes. O CEO também reforçou a necessidade de acelerar o desenvolvimento de ferramentas para criadores dentro do ecossistema do jogo enquanto a transição da Unreal Engine 5 para a Unreal Engine 6 avança.
Uma reunião aberta com toda a equipe está marcada para esta quinta-feira, 26 de março, onde Sweeney deve discutir os próximos passos com os funcionários remanescentes. Para os jogadores de Fortnite, o recado dos próprios desenvolvedores é claro: o jogo vai continuar, mas peçam paciência enquanto a equipe atravessa esse momento.




