
O Diário Oficial da União publicado nesta segunda-feira, 23 de março, trouxe uma novidade que vai impactar diretamente o acesso de crianças e adolescentes a alguns dos jogos mais populares do mercado. EA Sports FC 26, Roblox e outros quatro títulos passam a ter classificação indicativa para maiores de 18 anos no Brasil, uma consequência direta das novas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente e da chamada Lei Felca, que regulamenta o uso de loot boxes e outras mecânicas de monetização em jogos digitais.
Os títulos afetados
A lista completa dos jogos que recebem a nova classificação etária é a seguinte:
EA Sports
FC 26 Roblox
NBA 2K26
WWE 2K26
MLB The Show 25
MLB The Show 26
Por que esses jogos foram afetados
O elemento em comum entre todos os títulos da lista é a presença de mecânicas que a nova legislação enquadra como dinâmicas de cassino. Em todos os casos, o jogador tem a possibilidade de converter dinheiro real em uma chance de obter um item desejado, sem garantia do resultado, o que aos olhos da Lei Felca configura um mecanismo de aposta.
No EA Sports FC, o sistema de pacotes de cartas do modo Ultimate Team é o exemplo mais claro. No Roblox, a plataforma permite que crianças gastem a moeda virtual Robux em itens aleatórios. Nos jogos de esportes da 2K e da Sony San Diego, sistemas similares de pacotes e recompensas aleatórias são centrais na experiência online.
Com a nova classificação, esses títulos não podem mais ser vendidos ou disponibilizados para menores de idade, o que na prática exige mudanças nas formas de distribuição, nas campanhas de marketing e no controle de acesso às plataformas digitais.
Um movimento que já afeta gigantes do setor
EA FC 26 e Roblox não são os primeiros a sentir o impacto da Lei Felca no Brasil. Antes deles, League of Legends, Valorant e até GTA 6 já precisaram realizar adaptações em seu funcionamento para se adequar à nova legislação. A tendência é que a lista de jogos afetados continue crescendo conforme a aplicação da lei avança sobre títulos que ainda não passaram pela reclassificação.
Para os pais e responsáveis, a classificação +18 serve como um alerta formal sobre a presença de mecânicas de monetização nesses jogos. Para as desenvolvedoras, o recado é claro: adaptar ou enfrentar restrições no mercado brasileiro.




