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A era de Assassin’s Creed Shadows está chegando ao fim antes do que muitos esperavam. Apenas dois dias após a confirmação oficial do remake de Black Flag Resynced, o novo chefe de conteúdo da franquia, Jean Guesdon, revelou que Shadows está entrando em sua fase final de suporte, com atualizações menores e menos frequentes daqui para frente. A notícia frustra os fãs que ainda esperavam por um segundo grande DLC de história para o jogo ambientado no Japão feudal.
A declaração que praticamente confirma o fim do ciclo
Falando publicamente pela primeira vez desde sua nomeação como diretor criativo geral da franquia Assassin’s Creed, Guesdon foi direto ao abordar o futuro de Shadows. Em suas próprias palavras, o jogo está agora entrando em sua fase final de suporte, com redução gradual no ritmo e menos atualizações daqui para frente.
A leitura da comunidade foi imediata: sem segundo DLC de grande porte, sem expansão de história, sem conteúdo novo de peso. O ciclo pós-lançamento de Shadows será encerrado de forma silenciosa, sem o tipo de expansão narrativa que jogos anteriores da franquia como Odyssey e Valhalla receberam ao longo de seus respectivos suportes.
Por que a decisão frustra a comunidade
A frustração se intensifica justamente porque Shadows foi bem recebido. O jogo obteve notas positivas da imprensa especializada, com avaliações elogiando a ambientação no Japão feudal, a dualidade entre os protagonistas Naoe e Yasuke, e a forma como o jogo equilibra furtividade com combate brutal. A franquia havia sofrido com a recepção turbulenta no período que antecedeu o lançamento, marcado por polêmicas em torno do personagem Yasuke, e Shadows acabou se tornando uma redenção comercial e crítica para a Ubisoft.
Esse contexto torna ainda mais difícil de aceitar a decisão de encerrar o suporte sem explorar o potencial que o cenário e os personagens claramente ainda têm. Muitos jogadores apontam que Shadows deixou pontas soltas na narrativa que pediam exatamente o tipo de tratamento que um DLC de história poderia oferecer.
O contexto da reestruturação na Ubisoft
A decisão faz mais sentido quando olhada dentro do panorama maior da Ubisoft. A empresa vem passando por uma reestruturação significativa que incluiu cortes internos, cancelamento ou adiamento de projetos e uma reorganização das prioridades criativas. Jean Guesdon foi nomeado chefe de conteúdo da franquia Assassin’s Creed justamente como parte dessa reorganização, com a missão de dar foco e clareza ao futuro da série.
Com Black Flag Resynced confirmado, Hexe em desenvolvimento longo e outros projetos em andamento, a Ubisoft claramente tomou a decisão de concentrar seus recursos no futuro da franquia em vez de estender o ciclo de vida de Shadows além do que já estava planejado. É uma escolha estratégica que pode fazer sentido nos bastidores, mas que deixa os fãs do jogo com a sensação de que uma experiência ainda com muito a oferecer foi encerrada cedo demais.
O que vem a seguir para a franquia
O futuro da franquia Assassin’s Creed está mais claro do que estava há alguns meses. Black Flag Resynced segue em produção como o próximo grande lançamento da série, com remake substancial do amado jogo de 2013 previsto para algum momento entre 2026 e 2027. Assassin’s Creed Hexe continua em desenvolvimento como o próximo jogo principal, com ambientação sombria e uma proposta narrativa diferente de tudo que a série já fez. E no curto prazo, Assassin’s Creed Unity recebe ainda nesta semana um patch de 60 FPS para PlayStation 5 e Xbox Series.
Para quem ainda não zerou Shadows ou quer revisitar o Japão feudal de Naoe e Yasuke, o jogo completo com seu DLC The Last Maharaja está disponível agora em todas as plataformas. A experiência final pode ser menor do que a comunidade esperava, mas ainda entrega um dos Assassin’s Creed mais sólidos dos últimos anos.




